Mad Max – Além da Cúpula do Trovão é considerado por muitos como o mais fraco da trilogia. A verdade é que ele não é tão ruim assim, só sofre de uma irritante irregularidade que poderia ser facilmente evitada.
Na primeira cena vemos Max caminhando no deserto infernal de um mundo pós-apocalíptico, quando é assaltado por um homem pilotando um avião. Na busca pelo ladrão, Max se vê em uma cidadezinha peculiar chamada Bartertown. Lá estão os personagens mais bizarros, como um baixinho careca invocado, um bombadão com cérebro de criança e um anãozinho que fornece toda a energia da cidade através do metano produzido pelas fezes de porcos.
O ambiente é extremamente hostil e logo Max compra uma briga no Thunderdome, onde dois homens entram e um homem sai. A luta nesse local é repleta de criatividade e adrenalina, não há dúvidas que trata-se do melhor momento do filme e um dos grandes momentos de toda a trilogia. Outro ponto atrativo desse terceiro filme é o uso do humor de forma eficaz, geralmente com algumas gags visuais, como quando Max corre furiosamente atrás de um bandido, mas tem que voltar pelo mesmo caminho com um certo desespero no olhar, afinal uma multidão está atrás dele agora.
Essa primeira parte é ótima e digna dos dois filmes anteriores, o problema começa quando ele tem contato com essas crianças da foto. Aí as coisas descambam para um tipo de Peter Pan e Senhor das Moscas apocalíptico, mas sem muita qualidade. Há a tentativa de transformar Max em um verdadeiro herói mitológico, algo que até funciona em algumas partes, pena que o filme perde bastante em termos de ritmo. O lado bom é que há um ganho em desenvolvimento do personagem, já que agora ele se torna mais humano e se importa com os problemas dos outros.
No final das contas, a primeira metade garante a diversão e permite que aguentemos o modorrento meio do filme, até sermos brindados com uma excelente cena de perseguição de carros no fim.
7/10