Demônio, escrito a partir de um texto de M. Night Shyamalan, contém mais erros do que acertos, mas pelo fato de ser curto e contar com alguns sustos eficientes, acaba tornando-se uma experiência tolerável.

Cinco pessoas se encontram presas em um elevador e com um detalhe: uma delas é o capiroto, o tinhoso, o demônio! Simples assim. Melhor deixar o bom senso um pouco de lado quando assistir ao filme.

A ideia de ficar preso em um claustrofóbico elevador já é assustadora por si só, agora imaginem quando pessoas começam a morrer de maneira violenta e a hipótese de que algo sobrenatural esteja acontecendo é levantada. Essa situação tinha tudo para se tornar algo aflitivo, mas o diretor John Erick Dowdle não se mostrou capacitado o suficiente para desenvolver uma atmosfera genuinamente tensa. Gostei do que ele fez em Quarentena (remake americano de [REC]), mas aqui, mesmo com todo o sangue, com a falta de luz e as mortes, faltou alguma coisa.

As atuações em alguns momentos comprometem pela artificialidade. Parece que alguns acham que para transmitir medo basta ficar tremendo a cabeça e abrindo e fechando a boca. Por favor!

Pelo menos existem algumas surpresas interessantes, ainda que em alguns casos sejam um tanto absurdas. A relação de uma das 5 pessoas do elevador com o passado do policial que trabalha no caso é uma coincidência exagerada, mas que proporciona um desfecho enraizado em uma moral cristã que pode funcionar muito bem para alguns.
5/10