Toda Forma de Amor investe em uma maneira delicada para contar a história de um senhor que sofre de um câncer terminal e que assume a homossexualidade aos 74 anos. Tudo é visto sob o ponto de vista do filho dele, Oliver Fields e em três momentos diferentes: quando criança, nos últimos meses da vida do pai e no início de um relacionamento, alguns meses após o pai morrer. Um dos trunfos do filme é mostrar com a dose certa de melancolia o sentimento de perda iminente. Uma cena extremamente emocionante, sem nunca ser piegas, é aquela em que Oliver olha com os olhos cheios de lágrimas para o pai que estava contente por ter feito um novo penteado, pouco tempo antes de falecer. O filme é recheado desses momentos tocantes, algo que é potencializado pelas ótimas atuações de Ewan McGregor e Cristopher Plummer, que transmitem muito bem a relação de um pai e de um filho que se admiram e se importam bastante um com o outro. Existem certos aspectos que amenizam a tristeza inescapável da história, como o inteligente cachorrinho da raça Jack Russel, o romance de Oliver com Anna e alguns momentos pontuais e eficientes de humor. Toda Forma de Amor é um sincero elogio ao relacionamentos humano, seja ele qual for.
8/10