Crítica: Metrópolis (1927)

Considerado por muitos como o primeiro filme de ficção científica, Metrópolis nos apresenta a uma sociedade futurista repleta de arranha-céus e carros voadores, em que os mais favorecidos moram na superfície e os operários habitam as profundezas, trabalhando de maneira repetitiva e sem descanso. A situação fica insustentável quando um cientista cria uma máquina com imagem de mulher. Essa mulher-máquina vai semear a discórdia entre as classes, proporcionando o estopim de uma grande revolta.
Não é exatamente pelo roteiro que Metrópolis se destaca, mas pelo visual concebido por Fritz Lang, além dos eficientes efeitos especiais e pelas sequências de ação repletas de figurantes, cerca de 30 mil. O filme quase faliu o estúdio Universum Film, que investiu cerca de 1.300.000 no projeto, algo impensável para os padrões daquela época.
Não é um filme apenas historicamente importante, pois ainda hoje ele agrada. Metrópolis é dinâmico, dono de um entretenimento fácil de ser digerido, mesmo discutindo esse tema de luta de classes, um pouco de política e religião, mas tudo de uma maneira bem acessível. Uma palavra para definir o diretor Fritz Lang? Visionário.
8/10 

5 comentários em “Crítica: Metrópolis (1927)”

  1. Visionário, disse tudo. Peguei Metrópolis para assistir pela primeira vez quase como obrigação, achando que seria chato, mas me surpreendi com a dinâmica, claro que tem suas limitações, mas é um belo filme.

  2. Comprei esse filme na Coleção de Cinema Europeu da Folha de São Paulo, mas ainda não tive tempo para assistir. Espero corrigir isso em breve.

  3. Também comprei esse filme na versão da Coleção Folha. Assisti-o e fiquei completamente obcecado, embasbacado! É claro que já vi uma segunda vez e vou ver a terceira tão logo eu possa. É difícil escolher algo que tenha me agradado mais nesse filme. Falar daquela estética art deco (genial, genial!) seria muito óbvio, então prefiro falar do elenco. Poucas vezes vi atores mais bem talhados para seus papéis! Alfred Abel, que interpretou o prefeito Fredersen, de fato passa a idéia de ser o “cabeça” daquela sociedade, ele tem o physique du rôle, sacumé? Gustav Fröhlich (Freder) também passa a idéia de uma mistura de bondade e idealismo, assim como Heinrich George (Grot) passa a idéia de força, lealdade e impetuosidade. Rudolf Klein-Rogge (Rotwang) mostra extrema capacidade e também desequilíbrio, mas essas interpretações não são nada perto do fez Brigitte Helm! Nenhuma outra atriz da época faria melhor do que ela! Seu ar angelical como Maria é convincente, mas muito mais convincente ela fica quando aparece como o maschinenmensch: a ousada sensualidade da dança, a expressão que revelava uma malignidade interior… tudo na interpretação dela foi excepcional! Nota 100. Continuando, alguns chatos falam que certas cenas mostraram alguma inépcia do diretor, como por exemplo o uso de aviões comuns da época como um tipo de transporte corriqueiro no futuro, ou o herói apaixonado com seus calções amarrados no joelho… Eu mesmo vi uma grande incoerência no fato de dois rivais duelarem pela falsa Maria usando… espadas! Mas tudo isso é besteira, de somenos importância, não diminui nem um pouco o brilho do filme. Para mim, é nota 10 em 10.

  4. Seu cenário e sua visão pra época em que foi lançado é de fato algo fascinante. Quanto a história, o roteiro parece não ser impactante agora, mas na década de 20, numa Alemanha fragilizada pela guerra, chocou além de despertar toda a reflexão do homem vc máquina. Um grande clássico.

    Abs!

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