Ninguém vai assistir a O Ritual achando que verá uma obra-prima, mas é legítimo esperar pelo menos um roteiro decente, um clima de suspense eficaz e atuações dignas. Bom, o fato é que Ritual não tem nada disso, o que faz dele merecedor de figurar em qualquer lista de piores do ano. É uma tarefa impossível criar empatia com Michael, um seminarista que tem dúvidas em relação a própria fé e que é enviado para um curso de exorcismo no Vaticano. As ações e escolhas do personagem soam extremamente falsas e absurdas, assim como a história em si. O que dizer da cena em que o Padre Lucas está no meio de um exorcismo e o seu celular toca? Se fosse uma comédia seria até engraçado, mas como a ideia era criar um clima de tensão torna-se um momento constrangedor para quem assiste. Além disso, deve-se ressaltar negativamente o ritmo muito arrastado, a falta de inspiração dos atores, inclusive de Anthony Hopkins, os vários sustos fáceis e o “vilão” extremamente caricatural no ato final. Para se ter uma ideia de quão decepcionante é O Ritual, basta dizer que O Exorcismo de Emily Rose o supera em todos os aspectos.
3/10