Malu de Bicicleta, filme do diretor Flávio Tambellini não acrescenta nada em termos de originalidade para filmes do gênero. Temos aqui a velha história do solteirão convicto que não se importa muito com suas “presas” e que de uma hora para outra se apaixona por alguém capaz de fazê-lo mudar de atitude. O tema é batido, mas é até prazeroso assistir o desenrolar desse caso amoroso. Marcelo Serrado faz um bom trabalho, tanto nas situações que exigem um certo timming cômico, como naquelas em que vemos o personagem sendo consumido pelo ciúme. Aí reside a parte mais interessante de Malu de Bicicleta: o ciúme que o ex-solteirão-convicto sente pela Malu do título. Há um flerte com Dom Casmurro, afinal não existem provas de que ela o esteja traindo, apenas suspeitas. São abraços mais efusivos com amigos, conversas com desconhecidos em aviões, happy-hour com o pessoal do trabalho que dura mais do que o normal, telefonemas que ela prefere não atender e assim por diante. É difícil  não sentir ciúmes de quem você gosta, mas existe um limite entre o ciúme saudável e aquele que só existe para prejudicar um relacionamento. Apesar de ter me divertido durante os rápidos 90 minutos, devo dizer que não existe nada aqui que eu vá levar para a minha vida. Parece um filme feito um pouco na pressa e que peca por não passar alguma mensagem ou algum ar de novidade. Vale a assistida, mas garanto que em menos de uma semana ele já terá sido apagado de sua memória. 6/10