Crítica: Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2

Então é isso. A saga do bruxo terminou. Algo que parecia tão distante na época do lançamento de Harry Potter e a Pedra Filosofal finalmente chegou. O tempo passa rápido, não adianta. Os acertos são muitos e as falhas são poucas. Para mim, um dos grandes trunfos é a mudança de tom que acontece de filme para filme. No começo tudo era alegria e felicidade, agora em As Relíquias da Morte uma atmosfera sombria toma conta de um jeito assustador.

O que era uma aventura infantil e até ingênua ganha contornos épicos. Aqui não faltam batalhas, personagens realizando atos de coragem e bravura, demonstrações profundas de amizade e amor e momentos que podem nos levar às lágrimas. Tudo se torna ainda melhor com a direção de David Yates e com a trilha sonora de Alexandre Desplat.


A busca pelas horcruxes continua. Todas as situações levam para o inevitável duelo entre Harry e Voldemort. O diretor David Yates faz as coisas acontecerem com um ritmo ágil e empolgante, sempre privilegiando uma fotografia mais escura, carregada, potencializando o material que já veio tenso de fábrica.


O que seria de uma saga sem personagens de qualidade? Aqui são vários, mas quero chamar a atenção para dois deles: Neville e Snape.


Neville amadureceu de maneira impressionante. Suas atitudes em Relíquias da Morte demonstram o herói que estava escondido dentro dele. Talvez ele seja dono do diálogo mais tocante de todos os filmes de Harry Potter. Tudo bem que é um tanto clichê, mas foi emocionante vê-lo falar sobre o fato da morte e das perdas fazerem parte da vida. Bonito. É difícil, mas a morte de alguém importante para nós não nos dá o direito de desistir da nossa própria existência. Eu jamais imaginava que uma historinha sobre bruxos e magia me fizesse parar para pensar em certos aspectos da humanidade em geral.


Snape, por incrível que pareça, tem a história de amor mais bacana de toda a saga, além de ser peça chave no combate entre o bem e o mal. Aliás, a minha única decepção fica por conta do duelo entre e Harry e Voldemort. Talvez minhas expectativas estivessem muito grandes, mas o fato é que a luta entre os dois não empolga tanto como poderia. Nada que estrague o resultado final, devo dizer.

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 encerra essa saga de sucesso da melhor maneira possível. Agora ela sai das telas e entra para a História. Não tenho o menor receio de colocá-la no mesmo nível de outras franquias importantes, como Star Wars e Senhor dos Anéis, cada uma com seus êxitos e suas falhas, mas todas inesquecíveis. Vejo-me assistindo novamente a todos os 8 filmes daqui a alguns anos, mostrando aos futuros filhos e relembrando da minha própria juventude. Lembrando também de como meu preconceito bobo em 2001, se transformou em admiração e respeito em 2011.
8/10 

5 comentários em “Crítica: Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2”

  1. Eu gostei muito desse filme de encerramento da saga “Harry Potter”, especialmente porque, finalmente, eu entendi o propósito dessa saga. Importante mencionar que a saga “Harry Potter” sempre seguiu um caminho de evolução na qualidade dos filmes, especialmente nas atuações do trio principal juvenil de atores e isso está refletido neste filme, que encerra a saga de uma forma muito bonita. Eu, que nunca li os livros de J.K. Rowling, fiquei muito emocionada. Espero que receba algumas merecidas indicações ao Oscar 2012.

  2. Poxa Bruno, fiquei com vontade de assistir de novo!

    Vc disse uma coisa certa. Uma simples história de Magia e Bruxos, que está cheio de analogias com a humanidade e questões relevantes em torno dela, como a própria amizade. O clima sombrio antagonico com todo aquele começo fofo e até infantil do primeiro realmente é maravilhoso, porque é a mesmissima sensação que os livros passam.

    E Alan Rickman pra mim foi realmente o grande destaque de tudo. Quando Voldemort mandou chamar ele eu já tava chorando, hahahahaha

    Abs!!!

    1. Bem isso Natália!! Acompanhar todo essa amadurecimento ao longo dos anos foi bem bacana, mais ainda pra pessoas como eu, que tinham um ar cético em relação a saga…

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