Passados mais de 10 anos do lançamento de O Gigante de Ferro, é com tristeza que percebemos que ele ainda não alcançou o reconhecimento que merece. O difícil é entender porque.

O filme trata da chegada de um gigante de metal na Terra e sua tocante amizade com um garoto. Ambos ensinam coisas valiosas um para o outro, além de se divertirem bastante. O robô quer simplesmente existir e ser feliz, mas quando um enviado do governo está na região para destruí-lo as coisas mudam um pouco de tom.

Tudo relacionado ao filme agrada, desde o visual bacana do robô, com seus sorrisos discretos mas cheios de significado, até o teor antibelicista que ele possui. Uma cena que é difícil de tirar da cabeça é aquela em que o robô se vê no meio de caçadores de alces. É impossível não se emocionar com a reação do robô. É aí que percebemos a intenção dos criadores de mostrar que ele é uma maquina com um senso de humanidade imenso, maior do que o de muitas pessoas de carne e osso.

Emocionante, sim, mas jamais abusando do sentimentalismo. Além disso, ele ganha pontos por ser uma mistura de CGI e desenho a mão que impressiona esteticamente. São menos de 90 minutos de uma história com um significado e que não precisa de números musicais para nos enrolar (como a maioria dos desenhos da disney). Magia pura! 9/10