Apesar de possuir alguns aspectos irritantes, como a insistência em alguns clichês de filmes de ação adolescente, Eu Sou o Número Quatro consegue, na maior parte do tempo, cumprir o papel de divertir. Mesmo criando uma mitologia própria, o filme claramente não tem maiores pretensões do que nos entreter por 100 minutos.

O que pode soar falso e desnecessário é o previsível romance entre o personagem principal e uma garota da escola. Falando em escola, aqui temos mais um exemplo de como funciona o bullyng nos colégios americanos. Nada que a gente já não tenha visto antes, mas o interessante é ver como o Número Quatro tenta controlar a sua força para parecer um garoto normal. Obviamente que ele pode por um fim nisso quando quiser, mas revelar seus poderes dessa forma só pode trazer problemas.

Há um equilíbrio competente entre as cenas de ação, que em sua maioria empolgam, e as cenas mais calmas, que tentam desenvolver o personagem da melhor maneira possível. Infelizmente, muita coisa parece que foi simplesmente jogada no roteiro sem um devido cuidado, como a personagem Número Seis. Também atrapalham certas atitudes incompreensíveis de alguns personagens. Por exemplo, não dá pra considerar natural aquela conversa entre o Número Quatro e um ex-rival no fim. Esse tipo de escolha só prejudica e não permite que ele seja mais do que um filme meia boca com bons momentos.
7/10
IMDb