Magnolia marca a passagem de Paul Thomas Anderson para o rol dos grandes cineastas vivos. Não podia ser diferente, afinal, cada um dos 188 minutos desse monstruoso épico de relacionamentos humanos esbanja genialidade. Com uma certa lentidão que nunca é cansativa, o diretor apresenta diversos personagens problemáticos e os desenvolve com o respeito que eles merecem.
Todos passam por crises e de alguma maneira estão relacionados. Temos um garotinho explorado pelo pai prestes a ganhar um quiz show, um senhor moribundo cheio de arrependimentos, um policial a procura de um relacionamento e assim por diante.
Os personagens, em sua maioria, são donos de passados problemáticos que ainda ecoam em suas vidas. São várias as cenas capazes de nos marcar profundamente, tamanha a intensidade emocional que elas contém. Isso só é possível devido a qualidade dos atores e a grande sensibilidade do diretor.
Como se não bastasse, sugiro prestar muita atenção nos números 8 e 2 que aparecem algumas vezes ao longo do filme. De alguma forma, eles podem explicar o acontecimento que deixa as pessoas atordoadas quando assistem a Magnolia.
Este é um filme repleto de significados e que trabalha os seus personagens de maneira invejável. Precisa de mais?

nota: 10/10
imdb