Crítica: Fim dos Tempos (2008)

Não quero ser aquele cara chato que procura chifre em cabeça de cavalo, mas o fato é que Fim dos Tempos não é apenas uma história sobre o fim do mundo. Shyamalan aborda o tema do ponto de vista do casal principal, deixando claro que as ações e atitudes deles é o que realmente importa.
Quando as pessoas começam a se suicidar sem motivo aparente desconfia-se de alguma toxina produzida por terroristas, mas logo essa teoria é abandonada e chega-se a conclusão de que as plantas é que estão por trás disso. Sim, é absurdo e até cômico ver os personagens fugindo do vento, mas se você conseguir se desapegar de explicações convincentes é possível fazer parte dessa viagem sentindo uma ansiedade imensa a cada rajada de vento que muda de direção.
Shyamalan soa um tanto panfletário nessa exagerada rebeldia verde. O bom é que isso permite que o cineasta crie cenas de morte chocantes e aflitivas, nos dando a entender que ninguém está imune.
É uma situação apocalíptica de proporções enormes, mas também é importante a crise de relacionamento pela qual o casal passa, algo que culmina com duas cenas de forte carga emocional e que funcionam como uma mensagem de esperança. Claro, se você não se envolveu com o filme até esse momento não vai estar nem aí pra isso e eu não te culpo. Na primeira vez que assisti considerei Fim dos Tempos uma grande bomba, mas essa opinião mudou drasticamente na segunda vez.

nota: 7/10
imdb 

11 comentários em “Crítica: Fim dos Tempos (2008)”

  1. Chegamos à mesma nota, Bruno. Não é o melhor, mas certamente não é o pior dos filmes de Shyamalan. Estou com um problema no meu blog. A pesquisa não está encontrando alguns dos filmes mais antigos. Não sei como resolver isso. 😦

      1. Que nada, Bruno, não sei fazer essas coisas… Mas pelo menos peguei uma cola no meu outro blog e substituí o nome. Funcionou. Substituí a pesquisa e joguei para baixo a que não está funcionando. Se não se recuperar, será deletada!

        Prefiro a Dama na Água ao Último Mestre do Ar; para mim é o pior do NMS.

  2. Sou fã das obras de Shyamalan, seus filmes tem algo que a maioria dos trabalho atuais não tem, originalidade. Seus roteiros sempre fazem pensar, não são histórias mastigadas, o que acaba não agradando ao grande público.

    Aqui além da questão da defesa do meio ambiente, o roteiro toca fundo nas relações familiares.

    Abraço

  3. Bruno, eu também acho que o principal do filme está no casal, e tenho muita estima pela direção do Shyamalan, acho que ele tem uma visão de quadro muito boa. Mas o grande problema desse filmes, e de seus últimos, é que o roteiro peca muito em vender histórias mirabolantes demais. Alcança momentos ridículos como essa coisa de fugir do vento. Aí, fica bem difícil comprar o filme, né. Fim dos Tempos só não é o pior filme dele porque ele já fez A Dama na Água.

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