Crítica: O Sexto Sentido (1999)

Mesmo sendo a reviravolta final o grande momento do filme, a impressionante qualidade dele se mantém não importa quantas vezes você o assista. M. Night Shyamalan constrói uma atmosfera de suspense que nos deixa angustiados em diversas cenas. O roteiro funciona tão bem nesse sentido graças ao trabalho inspirado de Bruce Willis, Toni Collette, Olivia Williams e do fantástico Haley Joel Osment.
O fato é que O Sexto Sentido não pode ser considerado apenas um filme de suspense. Shyamalan aproveita a história para mostrar as dificuldades que uma mãe tem para criar um filho sozinha, ainda mais quando ele sofre de um suposto distúrbio psiquiátrico inexplicável e é vítima de perseguições no colégio. Os sustos ocorrem e são sempre competentes, mas momentos mais intimistas como a conversa de Cole com a mãe dentro do carro emocionam e mostram uma faceta de Shyamalan que as vezes é esquecida pela crítica e pelo público.
Detalhes como o uso da cor vermelha em cenas de tensão e as pistas que o roteiro oferece em relação ao desfecho engrandecem ainda mais este filme, que está envelhecendo muito bem e que tem o direito de ser chamado de jovem clássico.

nota: 9/10
imdb 

14 comentários em “Crítica: O Sexto Sentido (1999)”

  1. Houve uma época em que gostava demais desse filme. Hoje ainda o considero um dos melhores do Night e, como você disse, um jovem clássico, mas não ‘idolatro’ tanto assim. Apenas acho interessante.

  2. Acho Haley Joel Osment um dos maiores trunfos de O Sexto Sentido, que já faz parte dos meus clássicos. Preferia que os mortos não fossem tão assustadores, mas para os fãs de zumbi, isso é café pequeno… 😉

  3. Sem dúvida é um ótimo suspense, que além da boa interpretação do garoto Haley Joel Osment, tem ainda uma sinistra participação de Donnie Wahlberg extremamente magro, como o sujeito que atira no personagem de Bruce Willis,

    Abraço

  4. “O Sexto Sentido” é uma daquelas que foi destinada a se tornar clássica. A obra é perfeita do ponto de vista do roteiro e da direção. Com um final surpreendente que acabou se transformando em referência do gênero.

  5. Perfeito! Acho esse filme fantástico mesmo, suspense muito competente. Concordo contigo que é um jovem clássico. Vira e mexe me pego vendo aquele final estarrecedor, lindíssimo de mãe e filho dentro do carro. Uma pena que Shyamalan perdeu a mão feia depois desse e depois só ladeira abaixo…

    abs!

    1. Puxa, Elton, depois de Sexto Sentido ainda veio Corpo Fechado, Sinais e A Vila! Talvez não cheguem ao nível de Sexto Sentido, mas são filmes bem-feitos, cheios de clima e suspense.

  6. De fato, é um jovem clássico. Nunca experimentei ve-lo uma segunda vez, sem a surpresa do final. De certo, dá pra notar outros detalhes que uma primeira vez passa despercebido, ne?

    Poucos suspense conseguem ser tao intrigantes, causando curiosidade e surpresa ao mesmo tempo.

    Abs!

    1. Bem isso Natalia… é impressionante a quantidade de pistas que o roteiro nos dá em relação ao final e mais impressionante ainda é que mesmo assim dificilmente alguém consegue adivinhar.

  7. Quando penso num filme que se aproxima da perfeição, O SEXTO SENTIDO é dos primeiros que vêm à cabeça.

    Ah, se um dia Shyamalan recuperasse seu prestígio…

  8. “A Vila”, pra mim, é o auge criativo de Shyamalan como roteirista e o grande momento dele como diretor. Mesmo assim, adoro “O Sexto Sentido”, que, sem dúvida, foi um merecido sucesso na época!

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