Difícil se importar com um herói egocêntrico, arrogante e irritante. O homem por trás do Besouro Verde não oferece qualidades suficientes para que nos importemos com ele, algo que atrapalha a apreciação do filme de maneira brutal. Para piorar, o roteiro se mostra infeliz e sem inspiração. Acabamos por não entender os verdadeiros objetivos dos heróis e ficamos tão perdidos quanto o diretor Michel Gondry, que dessa vez não se destacou. As cenas de ação são na sua grande maioria confusas, daquelas que chegam a causar náuseas. Pelo menos, as sequências que se utilizam da câmera lenta são empolgantes e violentas, pena que não são a maioria.

O Besouro Verde é um trabalho sem alma, que possui um fiapo de história e que não apresenta um único personagem com arco narrativo decente. Até as tentativas de humor não alcançam o resultado esperado. Merece elogios a cena inicial com James Franco e Cristoph Waltz contracenando. Pena que o começo engraçado, violento e promissor não se mantém. É muito tempo para pouco conteúdo. Sobra até espaço para criticar algumas atitudes da imprensa, mas é algo que já vimos ser trabalhado com muito mais qualidade em outros filmes.

Confesso que quando a trilha sonora começou a tocar o tema característico do Besouro Verde tive uma imensa vontade de assistir Kill Bill.

Nota: 5/10