Um retrato cativante dos últimos dias de Léon Tólstoi. O filme mostra um pouco da ideologia do escritor, que se sentia desconfortável com o conforto que possuía. O principal conflito apresentado é o destino dos direitos autorais de suas obras. Enquanto alguns de seus ajudantes o incentivam a passar os direitos para domínio público, a sua mulher quer vendê-los, para assim garantir o futuro monetário dos filhos.

Apesar da escolha pelo idioma inglês, conseguimos nos sentir respirando o ar russo do início do século passado. Os cenários e os figurinos são frutos de um trabalho perfeccionista e colaboram muito para nossa ambientalização. O trabalho dos atores também é digno de louvor. Não poderíamos esperar menos de um elenco desse calibre: Cristopher Plummer, Hellen Mirren, Paul Giamatti e James McAvoy.

Infelizmente, A Última Estação sofre pela irregularidade. Enquanto a primeira metade esbanja bom humor em meio a um ritmo agradável, o terço final é arrastado e insiste em um excesso de sentimentalismo que não consegue comover, mesmo com tão bons atores em cena.