Por vários motivos, não tenho a pretensão de fazer uma crítica teatral aqui no blog. Um deles, é que conheço pouco deste mundo, apesar de assistir a algumas peças de vez em quando e de nunca ter me arrependido de gastar alguns reais a mais do que gastaria em um cinema.

A intenção é apenas fazer um registro pessoal e também enaltecer todos os envolvidos com esse ótimo trabalho.

Quando essa peça passar por sua cidade aproveite.  São cerca de 100 minutos de muito humor, imaginação, referências a Hitchcock e algum suspense.

A peça é baseada no filme de mesmo nome, que é dirigido pelo grande Alfred Hitchcock.

Contando com uma produção complexa e com ótimas atuações de Dan Stulbach e Danton Mello, o público pode esperar muita presença de espírito e um impecável timming cômico dos atores. O roteiro conta a história de um homem errado perseguido por autoridades e bandidos, tema comum na filmografia de Hitchcock.

Assim como o filme, a essência da peça não é o suspense. Aqui temos basicamente um thriller de perseguição, com muita comédia, nonsense e momentos que trabalham bastante com a fantasia, como quando os atores nos fazem acreditar que estão andando em um trem, em um carro e até passando no meio de uma gruta.

Todo o elenco é digno de aplausos, mas o destaque só poderia ficar com Dan Stulbach. A interação dele com o público impressiona, assim como suas expressões corporais e capacidade de improvisar.

Algumas mudanças foram realizadas para aproximar a obra de nós brasileiros, o que é sempre positivo. Algo que permanece igual é o fato do título ser um grande e misterioso MacGuffin, ou seja, se você espera descobrir o que significa os 39 degraus vai se decepcionar.

Ótima pedida, tanto para os fãs do diretor, que são recompensados com algumas referências, como para os amantes da arte em geral.