Ainda não conheço muito bem a carreira do diretor Lucio Fulci, mas posso dizer que dos filmes que eu vi este é o mais interessante.

Tudo começa com um barco aparentemente abandonado se aproximando de Nova York. Alguns policiais vão investigar a situação e logo descobrem que há algo de muito errado. Um morto-vivo aparece, representa bem a sua espécie ao morder a jugular do policial e se joga no mar.

Logo entram em cena a filha do dono do barco, querendo encontrar o pai e um jornalista em busca de uma boa reportagem. A sede de informação de ambos os leva para uma misteriosa ilha nas Antilhas. E a diversão começa.

Zumbi 2 é um festival de cenas criativas, peculiares e violentas. Como não podia deixar de ser, o gore aqui é muito forte. Existe uma cena que envolve um olho e um pedaço de madeira que causa uma aflição absurda. Mas também temos momentos mais leves, como quando uma musiquinha no melhor estilo Hawaii é tocada.

A criatividade do roteiro atinge o ápice em um duelo mortal e  inesperado: um zumbi aquático versus um tubarão. Você leu bem. Quer algo mais bizarro e curioso do que isso?

Algumas sequências não agradam tanto, principalmente as que tentam explicar a origem dos zumbis. Velhos clichês de personagens que se dão mal por estarem desprevenidos, justamente quando deveriam estar mais atentos também incomodam um pouco.

As atuações deixam a desejar. Tem ator que acha que para transmitir medo basta arregalar os olhos e fazer uns gemidos estranhos. Aí não dá.

Felizmente, essas falhas são facilmente esquecidas pela história envolvente, pelo ótimo trabalho de maquiagem e pelos zumbis violentos.

Tudo termina em um clímax muito bem trabalhado e que remete ao clássico A Noite dos Mortos Vivos. O desfecho propriamente dito também é ótimo e devo dizer que me pegou de surpresa, de uma maneira bem positiva.

A tendência é que os amantes do gênero gostem bastante do que é visto aqui.
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/b. knott