Muito já se falou sobre Tropa de Elite 2 nos blogs de cinema e sites especializados. Tudo a respeito dele já foi muito bem debatido por aí, portanto meu post tem o simples objetivo de deixar o Cultura Intratecal mais completo. Pega mal um blog brasileiro não ter comentários sobre um dos maiores sucessos do cinema nacional, não acham? Prometo que será objetivo.

O diretor José Padilha mais uma vez entrega um trabalho corajoso e muito ambicioso. Assim como a maioria da população ele se mostra farto da corrupção do dia-a-dia. No filme anterior, o vilão era o tráfico, agora os inimigos são os políticos corruptos e as milícias da PM que deveriam proteger as comunidades, mas as utilizam como fonte de renda. Tropa de Elite 2 é cheio de ótimas cenas de ação, fazendo de algumas regiões do Rio de Janeiro verdadeiras praças de guerra. O bom é que por trás dos tiros e da violência existe um roteiro muito bem escrito, que trabalha com o emocional do público de maneira eficiente. Quem não queria estar no lugar do Coronel Nascimento quando ele espanca um político bandido? É a vontade do povo tornando-se torna real nas mãos de José Padilha.

Outro ponto interessante é o personagem Fraga. Ele possui uma visão política e social completamente diferente da do Coronel Nascimento, sendo chamado por este de intelectualzinho de esquerda. O fato é que para combater esse novo inimigo uma aproximação dos dois personagens se mostra necessária, algo que fica ainda mais difícil por Fraga ter se casado com a ex-mulher de Nascimento.

Wagner Moura mais uma vez está excelente no papel. Dessa vez ele interpreta um Nascimento mais envelhecido e contido. Reparem como o ator pisca os olhos quando o personagem é contrariado. Como ele deixou de ser o comandante do BOPE para trabalhar de terno e gravata, suas reações devem ser menos efusivas. De qualquer forma, às vezes ele não consegue se controlar, como na cena do espancamento do político.

Sugiro não desviar o olhar em nenhum momento e prestar bastante atenção na narração em off, pois é possível se perder com tantos jogos políticos, embustes e tráficos de influência que o roteiro apresenta.
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/b. knott