O começo acelerado, em que Jamie (Gyllenhaal) mostra suas habilidades com vendas de eletrônicos e com mulheres, conquista nossa simpatia ao garantir risos e ao oferecer um ar nostálgico, já que o filme se passa nos anos 90. Após uma mudança de emprego forçada, ele se torna um representante da pfizer, o que abre brecha para várias piadas e ironias em relação a indústria farmacêutica e a médicos que não seguem com muito afinco o juramento de Hipócrates. Quando Jamie conhece Maggie (Hathaway) o tom do filme vai mudando aos poucos. Maggie é uma mulher de 26 anos que sofre de Parkinson, um estágio inicial, mas já preocupante e capaz  de deprimir qualquer um. A partir daí, teremos o já previsível romance, junto com um ar triste e melancólico, deixando a história um pouco arrastada. É uma comédia romântica ousada pela personagem Maggie, mas a fórmula é seguida à risca. Pelo menos, o “monólogo da reconquista” soa verdadeiro e tocante. De qualquer forma, prefiro lembrar dos momentos que fazem rir, como o começo e todas as cenas envolvendo o viagra, o bom ator Oliver Platt e o irmão de Jamie.
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/ b. knott