Já faz um tempinho que Prison Break terminou e só agora consegui assistir a todos os episódios. Fiquei meio indeciso em relação ao próximo filme que iria comentar por aqui, por isso decidi fazer um apanhado das minhas impressões sobre cada uma das quatro temporadas de Prison Break. É mais um registro pessoal do que qualquer outra coisa. Vamos lá.

PRIMEIRA TEMPORADA – 2005


Cinco estrelas mesmo. A primeira temporada de Prison Break foi algo empolgante. Cada episódio tinha uma revelação interessante e a tensão sempre chegava no limite. A história avançou de um jeito extremamente eficiente e inteligente. Claro que muitas coisas que aconteciam eram um tanto absurdas, mas nada que incomodasse. Todo o lance das tatuagens do Michael indicando as maneiras para fugir de Fox River era ótimo. Poucos seriados conseguiram manter um nível de qualidade tão alto durante uma temporada, basicamente não houve episódio ruim. Eu só não era muito fã das cenas fora da prisão, mas algumas delas tiveram o devido valor.

SEGUNDA TEMPORADA – 2006


Era mesmo impossível manter o excelente nível da primeira temporada, mas mesmo assim tivemos ótimos momentos aqui. Os planos de Michael para concluir a fuga continuam encantando, seja por serem altamente intrincados ou por serem um tanto inacreditáveis. Um dos trunfos dessa segunda temporada foi a introdução do personagem Alex Mahone, um agente do FBI que estava disposto a acabar com a festa de Michael e dos outros. Aparentemente, Mahone era tão inteligente quanto Michael e não tinha problemas em matar para chegar ao seu objetivo. Outro ponto interessante foi o desenvolvimento de alguns personagens, como T-Bag e a própria família Scofield. A teoria da conspiração fica mais evidente e a palavra COMPANHIA ganha grande destaque. Opinião pessoal, foi a temporada com o melhor season finale. Ver Michael entrando em Sona foi de arrepiar.

TERCEIRA TEMPORADA – 2007

O ano de 2007 foi marcado pela greve dos roteiristas, o que fez a terceira temporada ter apenas 13 episódios. Mesmo assim, ela foi pura enrolação e foi fácil constatar que a fórmula estava desgastada. De novo preso e de novo uma fuga? Tá certo que o nome do seriado é PRISON BREAK, mas não havia mais fôlego para uma temporada assim. De positivo tivemos a personagem sanguinária e de olhos azuis Gretchen e a aproximação de Bellick, Scofield e Mahone. As coisas ficam um pouquinho melhor nos episódios finais e há uma boa preparação de terreno para os assuntos mais importantes da quarta temporada: A Companhia e Scylla.

QUARTA TEMPORADA – 2008


As coisas melhoraram bastante pois o foco mudou. Agora o objetivo de todos é destruir a malfadada Companhia e para isso eles devem botar a mão em Scylla, um arquivo que contém todos os planos e segredos da “empresa” comandada pelo General Krantz. Em vez de fugirem, Michael, Lincoln, Sucre e Mahone devem ir atrás de algo e isso foi uma bela sacada. Houve reviravoltas interessantes e descobertas muito significativas, como a mãe de Michael viva e o fato de Lincoln e Michael não serem irmãos. Os roteiristas tiveram que dar uma enrolada para que fossem exibidos 24 episódios, acredito que com uns 18 a história poderia ter sido bem contada. Michael com Sara Tancredi também foi algo legal de se ver, desde a primeira temporada sabíamos que os dois ficariam juntos. Os defecho puxa bem para o lado sentimental e não tem como não ficar emocionado com Michael morrendo. Para mim, foi uma decisão acertada dos criadores, pois aumentou o impacto e demonstrou o altruísmo do personagem quando o assunto era as pessoas que ele amava.

RESUMINDO
O que foi feito em 4 temporada poderia ter sido feito em 3, assim não haveria aquela tremenda enrolação que foi a terceira temporada. Acredito que Prison Break tem muito mais pontos positivos do que negativos, mas às vezes ele se tornava um tanto repetitivo e irreal demais, com vários personagens se jurando de morte em algum episódio e depois passando a trabalhar juntos. Basicamente, foi um seriado bem divertido de se assistir e que teve uma imensa audiência, rivalizando com Lost, por exemplo.



/bruno knott.