Nota:

Tombstone. Impossível não associar essa cidade com Westerns. Para deixar o clima ainda mais propício, o diretor John Ford “transportou” a cidade para o Monument Valley, típico pano de fundo dos filmes de Velho Oeste. Paixão dos Fortes é uma das muitas versões do tiroteio do OK Curral, em que Wyatt Earp, seus irmãos e Doc Holliday fizeram o acerto de contas com os Clanton. Este filme é dono de uma visão romantizada do fato e talvez da mais interessante.

Wyatt Earp e seus irmãos estão de passagem por Tombstone, sem intenções de permancerem na “cidade infernal”. Isso muda quando um deles é assassinado covardemente. Uma oferta para o cargo de xerife transforma-se em uma ótima oportunidade para descobrir quem está por trás do crime. Logo, o povo da cidade vai se sentindo mais seguro com a presença da família Earp. John Ford ambienta o público sem pressa ao clima de Tombstone, mostrando jogos de pôker, noites no saloon, whisky, músicas e a presença de um ator shakespeariano.

A composição visual realizada por John Ford é qualquer coisa de primorosa, ainda mais pelo fato da fotografia ser em preto e branco. São várias cenas clássicas, como aquela em que Fonda se equilibra num banquinho e outra em que vemos uma arma sendo arremessada pelo comprimento do balcão do bar (cena homenageada em Devolta Para o Futuro 3). Um clássico não só dos Westerns, mas do cinema em geral, que faz questão de começar e terminar com os acordes da famosa canção My Darling Clementine.


Título original: My Darling Clementine
Ano: 1946
País: USA
Direção: John Ford
Roteiro: Samuel Engel,  Winston Miller
Duração: 97 minutos
Elenco: Henry Fonda, Linda Darnell, Victor Mature, Walter Brennan

/ paixão dos fortes (1946) –
bruno knott,
sempre.