Nota: 6

Já que o filme The Crazies de 1973 dirigido por George Romero não é aquela maravilha, um remake era uma boa ideia. O que poderia ter sido um ótimo filme de suspense e terror, transforma-se em algo que até tem suas qualidades, mas no geral não passa de um trabalho um tanto repetitivo e que logo cairá no esquecimento. Quando uma cidadezinha do interior dos Estados Unidos é tomada por um vírus que deixa as pessoas parecendo zumbis e com uma ânsia inexplicável de matar, o exército é chamado e coloca os suspeitos de terem a doença em quarentena e os que já estão diagnosticados recebem um balaço na cabeça de presente.

A mulher do xerife local é enviada para a quarentena e é claro que ele vai fazer de tudo para resgatá-la. Devo dizer que o começo é sensacional. O clima de mistério e de medo é extremamente eficiente, pena que isso não se mantém até o fim. O filme é recheado de sustos que funcionam, mas depois eles se tornam cansativos e previsíveis. É aquela coisa de aumentar uma nota da trilha sonora e fazer alguém aparecer do nada. Uma hora enche. Apesar de uma parte da população ter se tornado sanguinária, o exército não fica atrás e a atitude de atire para depois perguntar é onde mora o maior perigo da situação.

O diretor não exagera nas cenas de gore. Elas causam aquele breve desconforto bacana, mas nada que te faça desviar o olhar ou coisa do tipo. Quando as coisas se encaminham para o final nós já podemos advinhar onde tudo vai parar. Para piorar, o ritmo fica um tanto lento e nossa empolgação diminui bastante. Parece que os roteiristas tinham que aumentar a duração do filme e o resultado disso é um bocejo ou outro da nossa parte. Vale pela meia hora inicial e por algumas cenas de sangue, principalmente aquelas envolvendo essa simpática ferramenta do cartaz acima.

Título original: The Crazies
Ano: 2010
País: USA
Direção: Breck Eisner
Roteiro: Scott Kosar, Ray Wright
Duração: 101 minutos
Elenco: Timothy Olyphant, Radha Mitchell, Joe Anderson, Danielle Panabaker

/a epidemia (2010) –
bruno knott,
sempre.