Nota: 7

Como não poderia ser diferente, um filme cuja primeira cena tem Vampire Weekend como trilha sonora ganha minha atenção imediata. Mais do que isso, a história e os personagens de Minhas Mães e Meu Pai conquistam rapidamente e quando menos percebemos estamos grudados na tela. A família apresentada é composta por duas mulheres, que são as mães do título nacional, um garoto de 15 anos e uma garota de 18. Ambos foram gerados graças a Paul, que antigamente vendia seu esperma para juntar uma grana. Por curiosidade, o garoto quer conhecer o pai biológico e aos poucos Paul vai fazendo parte da vida de todos eles.

Apesar da família não convencional, vemos representado na tela os dramas de qualquer família do planeta. A superfície aparentemente light garante bons momentos de humor, mas também são mostrados alguns pontos complicados da vida de um casal, como quando o encanto pelo outro perde um pouco de espaço para o trabalho ou outra coisa do tipo. Claro que já vimos algumas cenas retradadas aqui em outros filmes, mas o carisma do elenco e a honestidade do roteiro nos torna cúmplices dos personagens e das situações vividas por eles.

O roteiro também dedica tempo para os filhos do casal. Que pai/mãe já não se preocupou com as amizades do filho ou com o fato da filha voltar para casa dirigindo com uma boa dose de álcool no sangue?  Tudo bem que é clichê, mas tudo é suficientemente real para nos convencer e nos fazer importar. A atuação de Annette Bening é ótima, mas o meu destaque vai para a Julianne Moore que demonstra uma doçura misturada com desespero como só ela é capaz. Longe de ser um filme feito para chocar, Minhas Mães e Meu Pai é um trabalho para ser admirado pela sua qualidade.

Título original: The Kids Are All Right
Ano: 2010
País: USA
Direção: Lisa Cholodenko
Roteiro: Lisa Cholodenko, Stuart Blumberg
Duração: 106 minutos
Elenco: Annette Bening, Julianne Moore, Mark Ruffalo, Mia Wasikowska, Josh Hutcherson

/minhas mães e meu pai (2010) –
bruno knott,
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