Nota: 6

Ambientado na Inglaterra do século XIX, O Lobisomem nos apresenta a Lawrence Talbot (Del Toro), um famoso ator shakespeariano. Ele recebe a visita de Gwen (Blunt), que pede a sua ajuda para encontrar Ben, marido de Gwen e irmão de Lawrence. Assim como o filho pródigo, ele retorna à terra natal e reencontra o pai, Sir John (Hopkins). Lawrence logo descobre que o irmão está morto e a julgar pelo aspecto do cadáver não foi um assassinato cometido por um simples homem, mas por uma verdadeira besta. No caso, uma besta forte, peluda, com dentes afiados, que aparece na lua cheia e que tem sede de sangue. Quem será?

Em termos de história não há muita coisa que se aproveite. Del toro, como todos já sabíamos antes de ver o filme, se transforma em lobisomen e toca o terror na cidade. Deixemos de lado o desenvolvimento de personagens e as atuações convincentes. Não dá para esperar nada desse roteiro e os atores estão no piloto automático, com poucas exceções. Mesmo assim, existem coisas bem aproveitáveis em O Lobisomem. O trabalho de direção de arte e a fotografia criam um clima suficientemente sombrio. O diretor Joe Johnston faz um trabalho competente no início do filme, quando constrói cenas decentes de algo que pode ser considerado suspense.

Mas… Benicio Del Toro não mostra nenhum carisma e não nos importamos nem um pouco com o dilema moral que seu personagem enfrenta como ser humano. Claro que o roteiro não ajuda, mas não dá pra aceitar o fato de Lawrance e Gwen se apaixonarem de uma hora pra outra. A química simplesmente não existe. E para que um  filme tão longo com tão pouca coisa a dizer? De qualquer forma, não posso deixar de exaltar as boas cenas de gore. A maneira como o Lobisomem sai matando e arrancando membros dos habitantes da região é fantástica. Se você tem interesse em ver esquartejamentos com algum humor negro e não está muito a fim de uma boa história, é aqui que você quer estar.

Título original: The Wolfman
Ano: 2010
País: EUA
Direção: Joe Johnston
Roteiro: Andrew Kevin Walker, David Self
Duração: 119 minutos (versão do diretor)
Elenco: Benicio Del Toro, Emily Blunt, Anthony Hopkins, Hugo Weaving

– O diretor Joe Johston (Jumanji, Mar de Fogo) ganhou o Oscar de melhor efeitos especiais em 1981, por Os Caçadores da Arca Perdida.

– Andrew Kevin Walker é o roteirista de Seven e David Self escreveu Estrada Para a Perdição. Que decadência, não?

E aí, gostaram do filme? É assístivel pelas cenas de gore ou é uma perda de tempo completa?

obs: essa ideia de colocar algumas curiosidades sobre os filmes eu roubei do fantástico blog da stella. confiram: BY STAR FILMES.

/bruno knott