Cotação: 10

Cathy ainda não contou sobre sua doença para a sua família e mesmo que ela não tenha consciência, essa situação está a afetando cada vez mais.

Ela tenta se aproximar do filho propondo a ele um passeio de bicicleta, como eles faziam há alguns anos, mas obviamente, o garoto não tem interesse.

Com o irmão ela consegue conversar, mas o humor sarcástico dele não é bem o que ela precisa no momento.

Desesperada, Cathy vai até a um grupo de ajuda. Lá todos tem câncer e tentam conviver com a doença da melhor maneira possível. Para não se sentirem infelizes, eles se convencem de que o câncer possibilita algumas coisas boas, uma mudança de vida que não é necessariamente ruim, mas Cathy está longe de aceitar isso. Há um monólogo de Laura Linney neste episódio que por si só habilita a atriz a concorrer ao próximo Emmy.

Agora vocês podem estar se perguntando por que eu dei dez para o episódio e a resposta é simples.

Durante 30 minutos somos presenteados com cenas engraçadas e emotivas com o mesmo grau de qualidade.

Quando Cathy está na reunião do grupo de câncer não tem como não rir do humor negro presente em diálogos como este, proferidos com um sorriso resignado dos personagens:
– Sou melanoma estágio 4!
– Leucemia estágio 2!

Além disso, temos o cachorro Thomas se aproximando de Cathy, o que permite que Marlene seja a primeira pessoa a descobrir sobre a doença de Cathy. Desde o piloto era evidente que as duas inevitavelmente iriam se aproximar, mas a maneira como isso foi feito foi ótima.

O episódio passou voando e se os próximos tiverem essse equilíbrio perfeito entre humor e comoção poderei dizer que The Big C é um dos grandes seriados da temporada.

/bruno knott