Li muitos comentários negativos sobre este episódio. A maioria reclama da falta de ação e do excesso de cenas intimistas e de romance, algo parecido com o que ocorreu no terceiro episódio.

Temos que levar em consideração que a ideia aqui é homenagear o marine John Basilone, considerado um dos grandes heróis americanos da guerra.

Basilone mostra-se insatisfeito por não estar participando do combate. No momento, ele treina jovens soldados, mas ele quer mais.

O respeito que Basilone mostra para com o inimigo é digno de nota. Quando um soldado em treinamento fala que quer ir para o Pacífico para “matar japas”, Basilone discorre sobre as virtudes do “soldado japonês”. Ele respeita o inimigo e sabe que vence-lo não é tarefa fácil.

Antes que vejamos qualquer sinal de batalha, vamos ver um Basilone exigente treinando soldados e um romântico se apaixonando pela soldado Lena Riggi.

A mini história de amor é eficiente e desenvolve ainda mais este belo personagem. Uma conversa sobre café é capaz de mostrar particularidades de ambos e também de nos fazer acreditar que eles estão se apaixonando.

Há quem possa dizer que o episódio soe como um O Resgate do Soldado Ryan invertido, com bla-bla-bla no início e ação no fim, mas acredito que filmes de guerra que só mostram batalhas não acrescentam muita coisa.

A passagem da calmaria do romance para a situação frenética que foi Iwo Jimma é feita de maneira genial. Após uma noite de amor entre Basilone e Lena Riggi, há uma cena mostrando a janela da casa deles e um céu encoberto, como se uma tempestade estivesse para acontecer. Em um corte rápido somos jogados para todo o caos de Iwo Jima, juntamente com Basilone.

E aí nos oferecem mais cenas fabulosas de batalha. Esse pessoal realmente sabe o que faz.

Basilone foi o único soldado a receber uma medalha de honra e voltar e morrer na guerra.

Seus últimos instantes de vida tem um sentido de urgência impressionante. Sabemos que alguma coisa vai acontecer e não será nada bom.

No final, uma tomada área mostra Basilone em meio a milhares de soldados americanos mortos. Apesar de seus atos heróicos, naquele momento ele não é nada mais do que estatística, o que não deixa de ser algo um tanto depressivo.

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/bruno knott