Título original:
Kick-Ass
Ano: 2010
Diretor: Matthew Vaughn

É inegável o sucesso de Kick-Ass. Ele convenceu os críticos, como mostra o 76% de aprovação no Rotten Tomatoes e contagiou o público, fato comprovado pela posição atual no ranking dos usuários do IMDb. E vou ser bem sincero para vocês, o filme também me conquistou, a começar pela história: Dave Lizwewski, um garoto aficcionado por HQs não aguenta mais ver as pessoas (inclusive ele mesmo) em dificuldades sem ninguém para ajuda-las. Ele não entende por que os super-heróis só existem nos quadrinhos e os vilões estão presentes no mundo real também. A coisa certa a fazer é comprar uma fantasia e sair por aí combatendo o crime, não é?

Para Dave Lizweski sim! Como ele mesmo diz, é a mistura perfeita de otimismo e ingenuidade. De maneira atrapalhada e com muita vontade de fazer a diferença, Dave sai pelas ruas tentando trazer um pouco de justiça para o mundo, ao mesmo tempo em que o diretor Matthew Vaughn traz um tipo de colírio para os nossos olhos. O filme está repleto de virtudes e a principal é a capacidade do diretor de misturar os mais diversos temas sem perder o tom. Em poucos instantes experimentamos um mistura de humor, violência, ação e sensibilidade. Aliás, as cenas de ação são executadas de maneira exemplar pelo diretor. Há um requinte estético absurdo. Muitas vezes as cenas são ajudadas por uma trilha sonora que aumenta ainda mais a tensão e o tom de urgência das situações. É uma trilha que me fez lembrar de Explosions in the Sky com Friday Night Lights.

Quem acaba roubando a cena é a jovem atriz Chloe Moretz. O filme se chama Kick-Ass, mas poderia se chamar Hit Girl, que é a personagem interpretada pela Chloe. Como se não bastassem essas qualidades, o filme conta com inúmeras referências interessantes, como aos western spaghetti e até mesmo a LOST. Foi uma excelente experiência assistir a este filme, sem dúvida um dos grandes filmes do ano até o momento, o que não deixa de ser uma surpresa.

Nota: 8

bruno knott