Título original:
Un Prophèt
Ano: 2009
Diretor: Jacques Audiard

O Profeta está sendo considerado por muitos como o Poderoso Chefão da França. Exageros à parte, é certo que o filme mostra o renascimento do cinema francês. Não que eu seja um especialista no assunto, mas fazia tempo que não havia tanta repercussão sobre um filme feito naquelas bandas. Repercussão naturalmente alcançada.

Somos apresentados a Malik El Djebena, um argelino que acaba de ser preso. Neste ambiente hostil, ele enfrenta inúmeras dificuldades para sobreviver. A princípio, Malik passa os dias isolado e aos poucos vai ganhando confiança, até se aproximar de um dos líderes da prisão.

Não demora muito para o “árabe” almejar voos mais altos do que trabalhar como um simples ajudante.

Apesar de não contar com uma estrutura narrativa original ou uma fotografia de grande destaque, o filme é dirigido de maneira muito competente por Audiard. O diretor nos coloca dentro da prisão, nos tornando cúmplices de Malik.

Provavelmente, é o papel da vida do ator Tahar Rahim. É daquele tipo de atuação poderosa e magnética. A evolução do personagem é transmitida de maneira verossímil pelo ator. Fato que contribui e muito para a nossa apreciação do filme, pois trata-se basicamente de um estudo de personagem no mundo do crime.

Ele é recheado de momentos fortes e impactantes, que certamente vão ficar guardados na memórias de muitos.

Existe um lado vagamente sobrenatural, que no fundo não acrescenta tanto à história. Uma reclamação que tenho é com a duração. O filme não é cansativo, mas poderia ser alguns minutos mais curto.

Tenho quase a certeza de que neste último Oscar os filmes de língua estrangeira formaram uma seleção melhor do que a dos filmes americanos.

Nota: 8

– Bruno Knott