Noites Calmas

Título original: A Midnight Clear
Ano: 1992
Diretor: Keith Gordon

Você já ouviu falar deste filme? Provavelmente, não. Eu o assisti pela primeira vez lá pelos idos de 1995, em alguma tarde ociosa em que o que me restava era ligar na HBO e torcer para passar um filme bom. Este é ótimo.

O ano é 1944 e a Segunda Guerra Mundial está chegando ao fim. Seis soldados americanos recebem uma missão não muito ortodoxa. Eles devem ir até uma mansão que fica próxima das linhas inimigas e reportar toda e qualquer atividade suspeita nas redondezas.

Estamos próximos do Natal, portanto, é frio no hemisfério norte. A neve e o ar gelado colaboram ainda mais para a sensação de isolamento que o diretor Keith Gordon quer transmitir. São apenas 6 soldados que devem cobrir uma area imensa.

O medo e o suspense tomam conta dos personagens e de quem assiste. Na madrugada, todo barulho se transforma numa verdadeira ameaça. Será que são bichos ou são alemães se comunicando entre eles?

Noites Calmas é mais um filme com um tom anti-belicista, mas a mensagem é transmitida de uma maneira bem diferente do habitual. Talvez este seja o filme que melhor mostra como boa parte dos soldados alemães e americanos não eram tão diferentes assim. Nem todo soldado alemão era um nazista e isto fica claro aqui.

Recomendo imensamente este filme esquecido, mas admirado por um bom número de pessoas. Temos ótimas e marcantes performances de Ethan Hawke e Gary Sinise. Como curiosidade, Peter Berg, o criador de Friday Night Lights é um dos atores.

Nota: 8,5

/a midnight clear

13 comentários em “Noites Calmas”

  1. Realmente não tinha ouvido falar desse filme, e em 95 eu tinha 5 anos, ou seja não nem dava pra ter assistido na mesma época (rsrs), mas anotei a dica, é um filme que devo gostar.

  2. Adoro filmes de guerra, e, sinceramente, não conhecia esse, apesar de alguns nomes bem reconhecíveis no elenco. Vou ter de anotar!

  3. Fiquei decepcionada em não encontrar mais observações sobre esse filme. O filme é muito triste, mas mostra com um lirismo sem igual que somos todos iguais, seja lá em que parte do mundo nascemos.

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