Platoon

Título original: Platoon
Ano: 1986
Diretor: Oliver Stone

Chris Taylor (Charlie Sheen) acaba de chegar no Vietnã e em pouco tempo ele percebe o erro que cometeu quando voluntariou para o conflito. As dificuldades que ele enfrenta são imensas. Ele é alvo de desconfiança de alguns dos veteranos e qualquer erro que ele cometa pode lhe trazer grandes problemas. É como tentar andar sobre ovos sem quebra-los.

Oliver Stone coloca seus personagens e o público num ambiente opressivo. O diretor nos faz cientes de que o perigo não se deve apenas aos vietcongs escondidos em cada canto da floresta, mas também, ao próprio ambiente, repleto de florestas densas, quentes, com cobras e mosquitos transmitindo diversas doenças. Para piorar, há um conflito interno entre os sargentos Barnes e Elias, que provoca um racha no pelotão. É evidente o teor anti-belicista do filme e até mesmo, anti-americano, principalmente se levarmos em conta os diálogos de alguns personagens que não cansam de falar mal da política do seu próprio país.

As cenas de batalhas empolgam pelo seu visual que se aproxima da realidade. Não há nenhum tipo de embelezamento artificial, é algo cru e por isso, impressiona. A guerra é algo que tem potencial para tornar homens animais. E aqueles homens que já são animais? Eles utilizam a guerra para por em prática seus desejos cruéis e sanguinários, como fica evidente em uma cena chocante que ocorre numa aldeia vietnamita. Este filme contém muitas cenas fortes e perturbadoras, que mostram toda a imbecilidade que foi a guerra do Vietnam.

Nota: 8

– B.K.

10 comentários em “Platoon”

  1. Todos gostam do filme de Stone, inclusive a academia, porém, não vejo absolutamente nada no mesmo, é um filme do um gênero comum como tantos outros, vale lembrar que esses é um dos muitos vencedores do oscar esquecidos.

  2. Tu acredita que eu nunca vi esse filme? Me lembro de ver uns pedaços dele na TV, mas não tenho uma lembrança muito clara. Com certeza, é um dos filmes que eu preciso procurar para assistir. Os elogios são sempre altos.

  3. Embora eu não curta muito filmes de guerra, este é um clássico. A visceralidade da guerra e os relacionamentos fragéis fazem com que seja um perfeito laboratório do que a guerra é capaz de acrescentar ao homem, absolutamente NADA!
    bjs

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