Título original: The Hurt Locker
Ano: 2008
Diretor: Kathryn Bigelow

Guerra ao Terror estreia neste final de semana nos cinemas brasileiros e eu não tenho medo de recomenda-lo a todos. Este filme de guerra dirigido por Katryin Bigelow (ex-mulher de James Cameron) foi indicado a 9 Oscars, além de ter ganho vários prêmios importantes, como o Directors Guild of America. E não foi obra de marketing, pois o filme é excelente.

Nós acompanhamos a história de um esquadrão de bomba no meio da guerra do Iraque. Isso quer dizer perigo. Temos noção desse perigo logo na cena inicial, quando um soldado interpretado por Guy Pearce tem que desarmar uma bomba, mas as coisas não dão muito certo.

Um novo especialista assume o posto, trata-se do Sargento de Primeira Classe William James (Jeremy Renner). Ele personifica muito bem as legendas no início do filme, que dizem que “a guerra é uma droga”, mas droga no sentido de ser viciante. É isso mesmo. A guerra vicia. Ele me fez lembrar do clássico personagem de Robert Duvall em Apocalypse Now, que adorava sentir o cheiro de Nalpam pela manhã.

A interpretação de Jeremy Renner é digna de um astro do mais alto nível. Ele se destaca sempre que aparece na tela, como um competente e um tanto irresponsável especialista.

Este é um filme de guerra extremamente tenso. Todas os acontecimentos deixam os personagens nos seus limites e a diretora Kathryn Bigelow consegue criar uma carga de suspense muito forte. Aquela cena no meio do deserto envolvendo um Sniper inimigo é prova disso. Sentimos que a vida dos soldados está sempre por um fio e isso é um feito digno de admiração.

Temos muito suspense, ótimas atuações e cenas realmente fortes. Uma delas pode ser considerada a cena mais forte do ano, ganhando até das cenas de canibalismo de A Estrada.

Eu diria que filmes bons também são viciantes e Guerra ao Terror é um exemplo disso.

Nota: 9

– Por B. Knott