Título original: Okuribito
Ano: 2008
Diretor: Yôjirô Takita

Sou fã de Valsa com Bashir, mas devo admitir que o Oscar de melhor filme estrangeiro para A Partida foi extremamente merecido. É um filme que passeia por diversos assuntos e temas, sempre fugindo da superficialidade e da pieguisse. Ele é um retrato de uma parte da cultura japonesa e um mergulho na vida de Daigo Kobayashi, o personagem principal. No início temos uma narração em off de Daigo dizendo que sua vida fora inexpressiva até aquele momento. Agora ele encontrou uma razão para viver. Esta razão é mostrada logo no começo, quando vemos Daigo realizando o chamado “ritual de acondicionamento” , que consiste em diversos tipos de  cuidados dados a um falecido, como limpar o corpo e prestar homenagens.

A partir daí temos um flashback mostrando como Daigo foi parar nesse emprego. Aos poucos vamos nos importanto mais e mais com a vida de Daigo e a relação dele com o violoncelo, a mulher, a cidade natal, o patrão e é claro, com o pai, que o abandonou quando ele tinha 6 anos de idade.

Este filme consegue emocionar sem forçar a barra em momento algum. Ele tem a morte como um dos principais assuntos abordados e nunca fica melancólico. A Partida é um filme poético, belo, com um significado. Sobra até espaço para um pouco de humor, principalmente no período no qual Daigo está se adaptando ao novo trabalho.

Vale destacar o trabalho do ator Takashi Sasano, que interpreta um senhor que sofre com a perda de uma grande amiga, não sem antes criar uma analogia entre salmões que nadam contra a corrente e acabam morrendo e a nossa própria vida.

Nota: 5/5