Chernobyl 1×02 – Please Remain Calm | Crítica

Depois do intenso e inesquecível pesadelo que foi o primeiro episódio, Please Remain Calm nos mostra o alto escalão soviético ainda tentando compreender a magnitude do que aconteceu em Chernobyl. É revoltante ver como muitos ainda queriam fazer vistas grossas diante do perigo de tudo aquilo. O professor Valery Legasov basicamente tem que pedir desculpas para explicar a urgência da situação.

Em um diálogo que serve para que o público leigo (como eu) tenha uma ideia de como funciona uma usina nuclear, Valery convence o vice-presidente do Conselho de Ministros Boris Shcherbina da ameaça que toma conta da atmosfera do leste europeu.

Mas esse desastre pode alcançar proporções ainda maiores. A física Ulana Khomyuk explica que uma nova e ainda maior explosão pode ocorrer se medidas urgentes não forem tomadas.

Três pessoas terão que se sacrificar pela nação. A ideia é entrar na usina para abrir as válvulas e esvaziar o tanque. Conseguimos ter uma noção do que esses três sentiram ao colocar seus pés na água radioativa. Novamente, a tensão é trabalhada com maestria, culminando em uma cena final de deixar qualquer um aflito.

Please Remain Calm também mostrou a situação do hospital local repleto de pacientes com os mais variados sintomas da radiação. Caos total.

E que tal toda uma cidade ter que ser evacuada por causa da explosão? As pessoas simplesmente tiveram que abandonar tudo o mais rápido possível graças a incompetência dos responsáveis pela usina.

A ideia de construir uma usina nuclear para se impor perante o resto do mundo já é condenável, mas tão ruim quanto isso é não possuir alguma estratégia definida para diminuir o impacto de um desastre. Bom, com tanta negligência e desinformação isso deveria ser a última preocupação dos responsáveis pela usina.

A minissérie Chernobyl está funcionando tanto como drama como um lembrete de como aqueles que estão no comando quase sempre são os menos preparados para tal.

Nota: 8

Chernobyl 1×01 – 1:23:45 | Crítica

A estreia de Chernobyl não poderia ser mais promissora. A aposta da HBO para preencher o vazio após o final de Game of Thrones já me conquistou. Pena que é uma minissérie de apenas cinco episódios. Vou ver aos poucos para aproveitar bem. Me recuso a maratonar uma minissérie como essa.

O desastre de Chernobyl se inicia com a explosão do reator nuclear número 4. A falta de informações e a negligência dos superiores faz tudo ser mais caótico e revoltante. Os efeitos da radiação começam a ser sentidos e uma angustiante atmosfera de pesadelo toma conta.

Graças a um absurdo descaso, a esmagadora maioria não sabia que estava colocando sua vida em risco por estar no local. O importante para os engravatados era abafar o desastre e manter as aparências de uma já decadente União Soviética.

As sequências que se seguem a explosão são dignas dos melhores filmes de terror e suspense. Por estarmos diante de um evento real, tudo se torna ainda mais assustador.

A última cena mostrando as pessoas de Pripyat vivendo suas rotinas normalmente enquanto o impacto da radiação se aproxima é perturbadora. Mas mais perturbador ainda é ver como agiram as supostas autoridades.

Este primeiro episódio não se preocupou tanto em desenvolver os personagens principais. O objetivo era nos transportar para os arredores de Pripyat quando o caos nuclear se iniciou. E claro, isso foi feito com maestria.

Vem mais coisas boas por aí.

Nota: 9

Sorte no Amor (Bull Durham, 1988) | Crítica

Se fizermos um levantamento sobre filmes de esportes vamos perceber que a maioria tem uma qualidade duvidosa. Particularmente, sou apreciador do gênero, apesar de ele geralmente me decepcionar.

Sorte no Amor (que de agora em diante chamarei pelo título original) é um filme que tem um grande número de admiradores, principalmente americanos. Será que é porque eles amam baseball? Pode ser.

O fato é que pouco me envolvi com essa tresloucada mistura de comédia, romance, esporte e um tiquinho de drama. O diretor Ron Shelton foi jogador de baseball nas ligas menores, então há autenticidade em várias sequências. Pena que elas não são uma constante.

Nuke LaLoosh é o novo arremessador dos Durham Bulls, um time que participa de algo que seria equivalente a quarta divisão do futebol brasileiro. Ele é uma promessa, um verdadeiro diamante bruto. O braço tem a potência de um canhão, mas suas decisões são as piores possíveis e isso tanto dentro como fora de campo. A comissão técnica contrata um jogador experiente para servir de mentor para o jovem Nuke. Crash Davis chega ao time com uma boa bagagem. Agora tudo depende de os dois se darem bem.

Quem está dividida em relação a Crash e Nuke é Annie Savoy. Fanática por baseball, ela tem o costume de se relacionar com o melhor jogador do time por uma temporada, todos os anos. Quem ela irá escolher desta vez?

Bull Durham acerta em cheio ao nos coloca no do dia a dia de um time das ligas menores de baseball. O atleta enraivecido ao ser mandado embora, o lado supersticioso dos jogadores e a decepção por não ter aproveitado a chance na elite são algumas das situações que o filme aborda com qualidade.

Mas o brilho acaba aí.

O triângulo amoroso não é nada inspirado e bem caricatural. O objetivo era claramente esse, mas infelizmente isso me afastou bastante da trama. Os diálogos um tanto absurdos também não colaboraram. Às vezes achava que estava diante de um filme feito para TV.

O filme diverte com algumas piadas e acerta em alguns detalhes do esporte, mas a mistura de gêneros e o romance novelesco atrapalham bastante. Sinceramente, tenho dificuldade de entender a presença de Bull Durham no livro 1001 filmes para ver antes de morrer.

Na época do lançamento, criou-se uma boa expectativa para o diretor Ron Shelton. Ele até acertou a mão em Homens Brancos Não Sabem Enterrar, mas depois disso foi colecionando desastres. Bull Durham era um indício e muitos não sabiam.

Nota: 6

As Melhores Músicas do Muse | TOP 20

Formado na pequena cidade litorânea de Teignmouth, Inglaterra, o Muse demorou alguns anos para entrar em evidência, mas quando o fez tornou-se a banda preferida de muita gente.

Quando escutei os caras pela primeira vez fiquei impressionado de fato. Foi uma viagem basicamente alucinante. Tive a sorte de conhecer o Muse pelo álbum Absolution, então foi amor a primeira vista.

Com um som que mistura rock alternativo, neo-prog e até música clássica, o trio coleciona dezenas de músicas realmente marcantes. Não foi fácil selecionar apenas vinte, mas essas são as minhas preferidas.

Não custa nada lembrar que em 2019 eles vão voltar para o Brasil para shows no Rock in Rio e em São Paulo.

As Melhores Músicas do Muse

1. Butterflies and Hurricanes

2. New Born

3. Uprising

4. Knights of Cydonia

5. Dead Inside

6. Madness

7. Starlight

8. Plug in Baby

9. Time is Running Out

10. Hysteria

11. Apocalypse Please

12. Undisclosed Desires

13. The Small Print

14. Sing for Absolution

15. Muscle Museum

16. Fillip

17. The Dark Side

18. Sunburn

19. Mercy

20. Revolt



Crítica: It’s Bruno!

É o Bruno é um seriado despretensioso que pode agradar principalmente aos que gostam de cachorros. São apenas 8 episódios de mais ou menos 15 minutos, o que faz de É o Bruno uma boa opção para se assistir antes de dormir. Bom, pelo menos por uma semana. A ideia é nos fazer rir com boas doses de ironia e de situações exageradas. Muito do que vemos aqui é engraçado por soar absurdo, mas bem sabemos que muitos tratam seus cães como seus próprios filhos. Malcom é um rapaz enfezado que vive em função de seu cão, o extremamente simpático Bruno. Ele faz de tudo pelo cãozinho, inclusive extrapolando o bom senso. Nesses 8 episódios enfrentam desde uma ida ao mercado local em busca de peito de peru até um sequestro, claro que tudo com uma pegada leve e divertida. É uma pena que em dado momento o roteiro invista em um vilão em vez de explorar situações mais comuns com ironia. No geral, é mais um acerto de uma ousada Netflix.

Nota:

Crítica: O Preço de um Homem (1953)

A parceria entre o diretor Anthoy Mann e James Stewart rendeu cinco filmes e muitos apontam O Preço de um Homem como o melhor deles. Não é difícil de entender o porquê.

Este é um western que possui atrativos não tão comuns dentro do gênero. Há muito pouco de bang bang, nada de duelos, saloons ou jogos de pôquer. Mais do que investir em ação, a trama se concentra no dilema moral que o nosso herói deve enfrentar e toda a tensão entre os cinco personagens.

Howard Kemp está na caça do fora da lei Ben Vadergroat pela recompensa de 5 mil dólares. Com essa grana ele quer reaver a terra que perdeu durante a Guerra Civil Americana graças a traição da ex-mulher.

Kemp irá contar com a ajuda de um garimpeiro e de um soldado que foi expulso do corpo militar. Logo nas primeiras cenas o trio consegue capturar Ben, que estava na companhia da jovem Lina Patch.

A jornada pelas montanhas rochosas com Ben planejando maneiras de escapar é muito mais complexa que a captura. Cada um dos cinco tem suas motivações e o resultado final é imprevisível. O jogo psicológico se faz presente com certa qualidade.

Assim como Kemp somos estimulados a refletir se é justo tirar a vida de alguém para benefício próprio. O mundo do velho oeste não era fácil.

Ainda que o Preço de um Homem ofereça uma história mais densa e atuações inspiradas, ele acaba pecando em seu final abrupto e não tão verossímil se analisarmos todo o contexto.

De qualquer forma, o filme permanece como uma obra digna de nota para quem aprecia o gênero.

Nota:

Crítica: A Favorita (2018)

A Favorita é o filme mais acessível do diretor grego Yorgos Lanthimos, mas também é a sua obra menos impactante. Isso não quer dizer que trata-se de um filme ruim, longe disso. A trama nos mostra um triângulo amoroso entre a rainha Anne, a Lady Sarah e uma recém chegada na corte chamada Abigail. Aos poucos percebemos que Lady Sarah e Abigal são capazes de tudo para caírem nas graças da rainha. Ambas podem ser solicitas, manipuladoras ou vingativas. Tudo isso se passa no contexto de uma Inglaterra do Século XVIII enfrentando dificuldades políticas e sociais. Esse lado histórico fica em segundo plano, mas propicia momentos inspirados de um humor negro e satírico. Com uma recriação de época exemplar, uma fotografia que ajuda a transmitir o sentimento das personagens e atuações de primeira grandeza de Olivia Colman, Rachel Weisz e Emma Watson é óbvio que existe muita coisa para se admirar em A Favorita. É uma pena constatar a ausência de momentos realmente memoráveis. Faltou aquele algo a mais que fazem filmes como Amadeus e Bary Lyndon serem admirados por décadas.

Nota: 7

Crítica: Os Donos da Rua (1991)

A carreira do já saudoso diretor John Singleton não atingiu o nível que se esperava, mas ninguém irá tirar o mérito da pequena obra-prima chamada Os Donos da Rua. Este é um poderoso retrato do cotidiano de um bairro de Los Angeles em que a maior parte da população é negra. Pobreza, brigas, corpos apodrecendo nas vielas, tráfico e balas perdidas fazem da vida ali um absurdo desafio. Entramos nesse mundo a partir da perspectiva de Tre Styles, um jovem promissor que precisa dançar conforme a música, assim como todos. Ele e seus amigos não apenas se preocupam com as coisas normais dos jovens, mas precisam também pisar em ovos para não se tornarem mais uma estatística. A crítica social é forte e eficiente em Os Donos da Rua. Trata-se de um filme-denúncia cuja mensagem é cada vez mais relevante. O roteiro bem escrito e as atuações destacadas de Cuba Gooding Jr., Ice Cube e Tyra Ferrell foram essenciais para sua longevidade.

Nota: 9

 

Bryan Cogman de Game of Thrones entra para o time de roteiristas de O Senhor dos Aneis

Bryan Cogman – responsável pelo roteiro de 11 episódios de Game of Thrones – entrou para o time que irá levar o mundo de Tolkien novamente para as telas.

Analisando objetivamente, podemos dizer que ele fez um trabalho com altos e baixos em Game of Thrones.

“Unbowed, Unbent, Unbroken”, “Cripples, Bastards, and Broken Things” e “Kill the Boy” foram no máximo medíocres.

Em contrapartida, ele escreveu os ótimos “A Knight of the Seven Kingdoms“, “The Law of Gods and Men“e “Oathkeeper“. Inclusive, incluí os dois primeiros na minha lista dos Melhores Episódios de Game of Thrones.

Bryan Cogman parece ser uma boa aquisição para O Senhor dos Aneis, desde que fique longe dos episódios em que o foco seja a ação. Lembram daquela patética luta em “Unbowed, Unbent, Unbroken”? Pois é.

Mas ele foi capaz de conceber momentos de bastante carga emocional e diálogos inspirados como em The Law of Gods and Men e A Knight of the Seven Kingdoms.

Se tivermos sorte, a Amazon conseguirá lançar o seriado ano que vem. Nos resta esperar.

E que Bryan Cogman esteja inspirado!

Crítica | A Orgia da Morte (1964)

A Orgia da Morte (The Masque of the Red Death) talvez seja a melhor adaptação que Roger Corman fez no seu famoso ciclo Edgar Allan Poe. Contando com uma memorável atuação de Vincent Price, o filme é uma experiência exagerada e inspirada do terror clássico. É difícil sentir medo, mas o desconforto é evidente graças as atitudes do sádico Príncipe Próspero e de outros personagens. A trama se passa na Idade Média e mostra um tipo de peste vermelha assolando a todos. Quem quer escapar da morte no castelo do Príncipe Próspero tem grandes chances de se arrepender. Um dos grandes destaques de A Orgia da Morte é a fotografia com cores pulsantes. A comparação com O Sétimo Selo é descabida e injusta, já que o filme de Bergman é uma obra prima indiscutível e tem uma abordagem diferente. Roger Corman conseguiu aqui criar uma competente experiência de terror e nada mais do que isso.

Nota: 7

Game of Thrones 8×06: The Iron Throne – Crítica

Fui assistir ao series finale de Game of Thrones com as expectativas moderadas e me surpreendi positivamente. Com cerca de 1 hora e 20 minutos, o episódio ofereceu muito daquilo que nos acostumamos ao longo dessas oito temporadas. Teve política, violência, humor e surpresas.

Muitos estão condenando as escolhas dos roteiristas. Há quem diga que personagens foram desconstruídos e que alguns tiveram atitudes que não condizem com o seu passado.

Não podem estar mais enganados.

A reclamação principal é obviamente a transformação de Daenerys em Rainha Louca. Os fãs da Mãe dos Dragões acham que isso surgiu do nada e portanto consideraram o episódio e a temporada uma merda colossal. Parece piada.

Indícios de que Daenerys poderia seguir por esse caminho estão em várias atitudes dela ao longo dos anos. Os roteiristas fizeram questão de colocar Tyrion falando com Jon sobre os atos condenáveis dela. Foi uma maneira
de fazer o público também entender. Pelo jeito, sem muito sucesso.

O fato é que Daenerys era uma tirana por natureza e uma sucessão de acontecimentos fizeram com que ela finalmente explodisse. E uma cidade inteira teve que sofrer as consequências de tamanha fúria. Ela sempre foi do sangue do dragão, no mau sentido.

As primeiras cenas de The Iron Throne revelam o tamanho da destruição perpetrada por ela e pelo dragão. A fotografia cinza realça o caos e a melancolia. A atmosfera é pesada demais. Tyrion, Jon e Arya ficam basicamente sem reação diante de tamanha barbárie.

Tyrion tinha uma pequena esperança de que Jaime tivesse sobrevivido, mas ele logo encontrou os seus dois irmãos unidos sem vida de baixo dos escombros. Uma cena tocante e grandiosa muito por causa da atuação de Peter Dinkalage.

Confesso que não esperava que Jon fosse o responsável por botar um fim na loucura de Daenerys. Parecia que Arya faria o serviço. Se pensarmos de maneira lógica, dificilmente Jon ficaria a sós com Daenerys, mas de qualquer forma, a cena foi bem executada e tanto Emilia Clarke como Kit Harington – sempre tão criticados – fizeram um bom trabalho.

E como foi triste ver Drogon diante do que estava acontecendo. Na sequência, a reação dele não poderia ser mais simbólica: destruir o trono
que impulsionou tudo isso. Espetacular.

A partir dai ficou a dúvida sobre quem comandaria os sete reinos. As coisas foram obviamente apressadas, mas interessantes. Sobrou tempo para uma inspirada piada sobre o sistema político de Westeros. Sam estava inventando a democracia e virou motivo de chacota. Coitado.

Bran, o Quebrado como o rei foi surpreendente de fato. Pelo menos dessa forma justifica-se toda a importância que era dada a ele ao longo das temporadas e faz com que o sacrifício de Hodor de segurar a porta tenha sido essencial. É uma pena que  o ator é bem fraco. E ele parecia promissor quando era um gurizinho.

E que belo final tiveram os Starks. Sansa evoluiu muito e jamais dobraria o joelho. Ela é a pessoa certa para  comandar o Norte. Eu esperava mais de Jon Snow, mas ele é o que é. Um homem justo e com poucas pretensões. No final das contas,ele escolheu um caminho semelhante ao do Meistre Aemon. Arya salvou Westeros do Rei da Noite e agora irá explorar o mundo. Acho que no final das contas, ela é a minha personagem favorita de Game of Thrones.

Vários epílogos para encerrar uma história e deixar claro que as coisas irão continuar.

Game of Thrones contou uma história extremamente ambiciosa, misturando política e fantasia e nos entregou episódios maravilhosos. As últimas duas temporadas foram apressadas e tiveram seus deslizes, mas no geral concluíram de maneira mais do que satisfatória tudo o que foi feito. É impossível agradar a todos. Temos que aceitar que nem todos os personagens terão finais felizes ou grandiosos. Isso está dentro do realismo que a série sempre buscou.

Sou do grupo de quem aprova o que foi feito e agora me despeço
de um dos melhores seriados de todos os tempos com uma salva de palmas e já com um ar nostálgico.

Nota: 9

Os Melhores Episódios de Game of Thrones

Game of Thrones nos ofereceu por 8 temporadas grandes doses de intrigas, batalhas e surpresas. Poucos seriados conseguiram manter um nível de qualidade tão alto ao longo dos anos. Claro que houve alguns deslizes eventuais, mas no geral Game of Thrones não cansou de nos impressionar.

Selecionei aqui os meus 15 episódios preferidos. São episódios que me empolgaram e que provavelmente irei recordar por muito tempo, por vários motivos.

Bora.

15 And Now His Watch is Ended (3×04)

Foi triste ver o Comandante Mormont sendo traído e foi perturbador o sofrimento de Theon nas mãos do bastardo de Bolton. Quem se destacou foi Daenerys, que não mostrou clemência para os senhores de escravos e passou a ser uma temível pretendente ao trono.

14 The Law of Gods and Men (4×06)

O julgamento de Tyrion Lannister foi construído com muita qualidade e o ator Peter Dinklage deu show. É aqui que o anão diz que “adoraria ser o monstro que vocês acham que eu sou!”

13 A Knight of the Seven Kingdoms (8×02)

O ponto alto do episódio foi a roda de conversa em frente da lareira com Brienne, Podrick, Tyrion, Davos, Jaime e Tormund. E vinho. Bastante vinho. Finalmente descobrimos como o selvagem Tormund ficou tão forte: ele mamou nos seios de uma gigante por três meses, óbvio.  Apreciamos o prodígio Podrick cantando uma bela canção e testemunhamos Brienne de Tarth receber o título de Cavaleira de Jaime Lannister e ser efusivamente aplaudida por Tormund. A quase sempre impassível Brienne sorriu e ficou com os olhos umedecidos. Nós também.

12 Blackwater (2×09)

A estratégia de Tyrion para utilizar o fogo vivo não poderia ter sido mais correta. A explosão da frota de Stannis foi algo de épico. Monstruosas labaredas verdes destruíram tudo o que alcançaram e formaram um espetáculo visual arrebatador. E teve The National tocando Rains of Castamare nos créditos finais.

11 Valar Morghulis (2×10)

Os diálogos de Theon e Meistre Luwin foram tocantes e essenciais para compreendermos um pouquinho melhor tudo o que o Greyjoy fez. Pena que perdemos Luwin. A trilha sonora deste episódio investiu a melancolia. A cena final nos deixou na expectativa da chegada dos Outros. Essa caminhada demorou, hein?

10 Walk of Punishment (3×03)

Walk of Punishment nos fez rir, nos fez temer pelo destino de certos personagens, nos comoveu e terminou com uma cena pra lá de impactante. Jaime fez de tudo para impedir que Brienne sofresse e acabou perdendo a própria mão. Lembram da música no final? Insano.

9 Hardhome (5×08)

Revelou-se o tamanho do poder do Rei da Noite e seu exército de mortos vivos. Mais uma sequência épica de ação que empolgou bastante.

8 The Winds of Winter (6×10)

A longa e impactante sequência inicial já garantiria para The Winds of Winter um lugar nessa lista. Com uma trilha sonora clássica e uma fotografia espetacular, comprovamos mais uma vez que Cersei é uma adversária terrível para qualquer um.

7 The Dance of Dragons (5×09)

Foi doloroso ver a menininha Shireen sendo queimada pelo próprio pai a mando de Melisandre. A loucura consumiu Stannis totalmente. Em Meeren, presenciamos um dos dragões em batalha pela primeira vez. Como parar tamanha força da natureza? Sinistro.

6 The Mountain and the Viper (4×08)

Neste episódio a traição de Jorah para com que Daenerys foi revelada, mas o confronto entre Oberyn e o Montanha é que o realmente marcou. Aliás, o desfecho brutal do embate ainda não saiu da minha cabeça.

5 Baelor (1×09)

Em Baelor começamos a entender do que se trata Game of Thrones. Como não ficar atônito na cena final? Como é possível o suposto protagonista ser eliminado da história dessa forma?

4 Spoils of War (7×04)

Em Spoils of War percebemos o tamanho da destruição que um dragão pode causar. Essa foi uma sequência grandiosa e surpreendente de batalha. O mais interessante é que os dois lados possuíam personagens de que gostamos.

3 The Lion and the Rose (4×02)

Depois de humilhar Tyrion, Joffrey é envenenado e tem uma morte das mais impressionantes. Casamentos não costumam acabar bem em Westeros, mas rendem excelente episódios. The Lion and the Rose manteve o alto nível do início ao fim. Quando os episódios se concentram em uma trama específica, geralmente o resultado é bem acima da média.

2 The Rains of Castamere (4×09)

A traição dos Bolton e dos Frey deu o que falar. Toda a sequência do Casamento Vermelho foi impecável, com a tensão aumentando aos poucos até terminar com um banho de sangue que deixou muita gente em choque.

1 Battle of the Bastards (6×09)

A Batalha dos Bastardos foi a definição do estado da arte em termos de batalha. Poucas sequências de ação são tão competentes como essa, considerando seriados e filmes também. Tudo aqui é tão intenso e grandioso que chegamos a perder o fôlego em alguns momentos.